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. Algo difícil

stou lendo aqui que um certo MCzinho qualquer teve há pouco um de seus “shows” cancelado pelo patrocinador. Ocorreu que o talzinho falou/fez merda e publicou o registro da imbecilidade na internet. Como resultado, choveram críticas ao sujeito e, então, deu medinho no patrocinador que recuou e cancelou a parada.

Fico a pensar no que estará errado neste amontoado de coisas. Talvez no fato da sociedade clamar pelo medíocre, consumindo-o alucinadamente; talvez no fato da mediocridade ser profusamente patrocinada, afinal, o medíocre, a revelia de ser medíocre ou – quem saberá – justamente por ser mediocre, gera bastantes lucros; ou talvez na lhaneza do patrocinador em achar que seu patrocinado fosse incapaz de agir senão como agiu. Noutras palavras, não sei onde o erro estaria. Pensando melhor, creio mesmo é que nem aí, nem lá e nem acolá existirá erro algum.

Pois é. Embora seja algo difícil de admitir, mais certo será dizer que o erro está em mim, por querer escrever algo a respeito deste hebetismo.

Enfim, vida que segue e, pelo menos, sem aquele showzinho.

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into-me compelido a lhes deixar este breve depoimento. Quem sabe, ele evitará que vocês passem pelo que acabo de passar.

Estava hoje no caótico trânsito carioca, em plena Avenida Brasil, sentido Centro do Rio. Quem mora na Cidade Maravilhosa já terá visualizado a coisa. Para os que não são daqui, faço um resumo: um horrendo engarrafamento. Horrível, em todos os sentidos e direções. Paciência, é tudo o que precisamos nestas horas. Paciência e resignação.

Sim, paciência e resignação. Contudo, uma boa orientação vinda do Waze ajudará. Foi o que pensei. Acionei o programa e este logo me indicou o trajeto mais rápido até o meu destino. “Mantenha-se à esquerda”, dizia-me o aplicativo com aquela insinuante voz de sereia. “Em 3.5 km, mantenha-se à esquerda”, continuava a me dizer. Fui seguindo esta orientação, mantendo-me fielmente à esquerda.

Os daqui também o sabem: nossa péssima e importantíssima Av. Brasil está, há muito, em obras. Ela, que normalmente pode ser definida como caótica, hoje está bem pior. Vive uma espécie de era pós-caótica, tamanha a barafunda deixada por lá pelas autoridades municipais. Enfim… o fato é que eu estava nela, andando a 10 km/h e escutando aquela bela voz repetir “mantenha-se à esquerda”, para logo me dizer “em 1 km, mantenha-se à esquerda”.

Finalmente, cheguei ao final desta medonha avenida. O trânsito começou a fluir melhor. De súbito, aparece-me uma trifurcação. Repentinamente, eu precisava escolher entre esquerda, centro ou direita. “Mantenha-se à esquerda”, cantou-me naquele exato momento a dita sereia. Logo, segui a orientação, pondo-me à esquerda. Então, cinquenta metros adiante, amargo arrependimento!

Por conta das obras e da não atualização das placas, o final da Avenida Brasil está a pregar peças nos motoristas. Ele confunde a muitos e, pelo jeito, também confunde o aplicativo. Para quem vai para qualquer ponto do Rio de Janeiro, as opções corretas são ou a pista do centro ou a da direita. À esquerda, jamais! Do contrário, farão como eu e, inexoravelmente, cairão na Ponte Rio-Niterói. Sim, serão obrigados a ir para a cidade vizinha, Niterói, atravessando toda a extensão da Baía de Guanabara.

A ponte é longa. Possui cerca de 12 km para lá e mais 12 km para cá. Para se encontrar um retorno, gastam-se mais 4 km. Além disso, há o pedágio de R$ 4,30 que tem que ser pago. Em outras palavras, graças ao canto – o tal “mantenha-se à esquerda” – fui obrigado a andar cerca de 28 km de descaminho e pagar o citado pedágio, até voltar ao meu trajeto original aqui no Rio. Péssimo!

Assim, deixo registrado o alerta: naquelas condições, nesta caótica avenida chamada Brasil, jamais escolha a opção “à esquerda”!

. Aprendizado

á considerei notavelmente triste o quanto redes sociais tornam muitas pessoas agressivas e baixas. Naquele tempo, pensava que não importando quão letrada ou iletrada fossem as gentes, elas, enquanto entes virtuais, mostrar-se-iam rotineiramente encolerizadas, belicosas, destrutivas, cruéis e desprovidas de qualquer traço de sadia alteridade. Bem, seja logo dito, havia quem afirmasse que o troço não era exatamente deste jeito. A culpa não seria das redes. As pessoas é que seriam assim mesmo, de natureza quase primitiva. Seríamos animais vorazes que, no mundo real, aprendemos a conviver em relativa harmonia. Contudo, o meio virtual é um mundo novo, aparentemente desregrado e descomedido. Assim, sem limites impostos, as redes tão somente permitiriam que a criatura humana se mostrasse como realmente é, pura e bestial. Não o afirmo também, porém, admito, quiçá isto seja verdadeiro. De todo modo, se o for, consideraria a coisa ainda bem pior do que imaginava.

Enfim, hoje penso de modo um pouco diferente. Continuo considerando o quadro das redes um tanto que triste. Todavia, atualmente vejo nele uma oportunidade ímpar para todos nós: um novo aprendizado. Neste contexto e em suma, creio que certo sociólogo espanhol estava certo quando disse que, quanto às redes, no fundo, devemos apenas reaprender a conviver. Tudo então seria uma questão de reaprendizado. Tomara que este de fato ocorra e, caso aconteça, que o novo conviver possa beneficiar todos nós.

Vida virtual que segue e que todos reaprendam a conviver.

. Um Maçom na Lua

por Carlos Raposo

o dia de hoje, 20 de julho de 2019 e.v., comemora-se algo muito merecidamente memorável: há cinquenta anos, em 20 de julho de 1969 e.v., o homem pisava pela primeira vez em solo lunar. Nesta data, o astronauta americano Neil Alden Armstrong (1930-2012), comandante da Apollo 11, caminhou na Lua, sendo dele o emblemático e eterno dizer “este é um pequeno passo para um homem, mas um salto gigante à humanidade”, proferido pelo astronauta ao tocar com os pés na superfície de nosso satélite.

Quanto à Maçonaria, o tema ganha certa relevância por uma razão bem simples: já faz certo tempo que alguns maçons, tanto entusiasmados com este feito quanto um tanto que precipitados, começaram a divulgar que Neil Armstrong teria sido um iniciado de nossa Ordem. Especulações imaginativas postas de lado, sabe-se atualmente que Armstrong, definitivamente, não foi nosso irmão de Ordem. De certo, está informação poderá causar alguma frustação naqueles irmãos mais entusiastas, sempre aptos a creditarem à nossa Ordem, certos louvores que ela não possui. Todavia, a verdade sobre o assunto é bem clara: Armstrong não era Maçom.

Porém, há algo mais a se falar sobre a questão “um Maçom na Lua”. A missão da qual Armstrong fez parte, a Apollo 11, contou também com dois outros astronautas. Nela estiveram o piloto do módulo lunar, Edwin Eugene Aldrin Jr (1930) e Michael Collins (1930) piloto do módulo de comando e serviço. Aldrin Jr, também conhecido como Buzz Aldrin, também desceu à Lua, enquanto Collins permaneceu em posição estacionária na órbita do satélite, sem descer à superfície lunar.

Buzz Aldrin foi, portanto, o segundo homem a pisar na Lua. A seu respeito, resumidamente falando, nos EUA, Aldrin é quase que uma figura “mítica”, admirado por todos e fonte de inspiração que levou vários jovens, sejam homens ou mulheres, a tentarem uma, por assim dizer, carreira espacial. Tão admirado Buzz Aldrin é que até mesmo os estúdios Pixar e Disney o homenagearam, criando o intrépido e corajoso personagem Buzz Lightyear das animações “Toy Story”.

Pois bem, aqui chegamos à Maçonaria. Buzz Aldrin é iniciado em nossa Ordem, sendo membro da Loja Clear Lake, nº 1417, de Seabrook, Texas. Aldrin também é um Shriner, além de Grau 33 e filiado ao Supremo Conselho do R.E.A.A. da Jurisdição Sul dos EUA. Tamanha é a devoção que Aldrin tem por nossa Ordem que ele, quando da missão Apollo 11, levou até a Lua uma bandeira deste Supremo Conselho.

Enfim, apresentada está pequena curiosidade, a Maçonaria então pode se orgulhar de mais este feito de um de seus notáveis e famosos membros. O segundo homem a pisar na Lua é maçom, o Ir. Buzz Aldrin.

Fonte da imagem:
http://www.tsimpkins.com/2019/05/buzz-aldrin-33-astronaut-apollo-11-2nd.html

. Perspectivas

á alguns dias, por consequência de uma inevitável proximidade, escutei um jovem rapaz conversando com um amigo. Estávamos numa fila e ele, logo a minha frente, falava ao outro sobre suas perspectivas de vida. Presumi que ambos estavam na faixa dos 16 anos. Da fala deste rapaz, ressalto específicos dois pontos. Primeiro, a quantidade de vícios de linguagem, sobremodo os “tá ligado” e “tu tá me entendeno”, que permeavam seus dizeres. Depois, a enorme quantidade de erros crassos de português. De fato, a coisa dava dó. O rapaz realmente se expressava muito mal. Nada de nosso pátrio idioma era poupado. Os plurais inexistiam e as concordâncias verbais lhe escapavam quase que por completo. Os gerúndios abundavam, conquanto que eram escassos os verbos no infinitivo. Enfim, algo bastante triste, até comovente. Tão triste era, que me levou a algumas elucubrações mentais, pessoais e impublicáveis, a respeito do péssimo nível da educação brasileira. Também não pude deixar de me relembrar o falso mote “pátria educadora” e do horror político no qual há muito estamos afundados. De certo modo, o modo daquele rapaz falar era um dos maus frutos disto tudo. Óbvio. Também pensei algo como que a falta de atuais boas expectativas quanto ao que virá em nosso país vem agravar ainda mais a situação toda. Todavia, meus malcontentes pensamentos foram interrompidos abruptamente pelo desfecho do pequeno discurso daquele rapaz. Bom, como conclusão, ele disse que o que mais queria na vida era ser um digital influencer.

O que dizer a respeito? Enfim, do jeito que estamos, somente isso: tenho certeza que ele conseguirá.

. Short Stories

Short Storie (1)

ntão uma bela menina afirma que todos temos que desejar e torcer sempre por um país melhor e, logo em seguida, e exatamente por conta do que disse, é agredida e ameaçada de morte por outras meninas, sendo que estas se dizem da resistência do bem.

Encontre o erro.

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Short Storie (2)

ecentemente, determinada figura pública discursou sobre diversos tópicos. Entre os temas abordados estavam a defesa dos direitos de minorias, como LGBTs; a luta contra a violência sexual, inclusive a que vitima tantas crianças em nosso país; a defesa de povos indígenas, bem como de suas crianças e defesa da equiparação salarial entre homens e mulheres. O discurso também abordou outros temas, como defesa da liberdade religiosa e respeito às diversas religiões, tráfico humano, etc.; além de anunciar a criação de uma secretaria especialmente dedicada a pessoas com algum tipo de deficiência física. Ela também se disse cristã e que meninos e meninas usam cores diferentes.

Esta figura pública está sendo violentamente atacada por grande parte da mídia e por muitos partícipes de diversas redes sociais.

Encontre o erro.

lgo que inspira muito cuidado a todos nós é o atual quadro brasileiro para as próximas eleições. Haveria maior sintoma de polarização, de divisão, de separação, de crescente antagonismo, do que serem os dois preferidos nas pesquisas justamente aqueles que também contam com os maiores índices de rejeição?

Assim, sugiro que se você tiver algum candidato, que fale apenas das qualidades e das capacidades dele. Em suma, faça apenas propaganda dele. Agora, se por quaisquer razões você não é capaz de apresentar essas qualidades, essas capacidades, contenha-se. Neste caso, melhor será ficar calado. Isto será melhor do que meramente agredir candidatos adversários ou, o que é ainda pior, agredir os que votarão em qualquer candidato, menos no seu. Do contrário, lembre-se, você futuramente poderá ser vítima do antagonismo que hoje fomenta.

Temo pelo futuro de nosso país.

(imagem: “The Duel”, por Jasinski)