Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Mau humor’ Category

ez por outra acontece comigo. Aprender uma palavra nova. Adoro quando isto ocorre. Casualmente, hoje li “ultracrepidário”. Logo pensei, ultra o que? Por óbvio, procurei-a pelos dicionários. Achei-a e ela é fascinante. Depois, logo conclui algo: caso alguém me perguntasse como eu definiria o Facebook, eu lhe sugeriria um sinônimo. Assim, cunharia o macabro termo “ultracrepidariolândia”.

Explico. Um ultracrepidário, uma ultracrepidária, é a pessoa que fala e emite opiniões a respeito de um assunto desconhecido por ela mesma. O Facebook é cheio de gente assim. Daí minha sugestão. A terra dos ultracrepidários ou ultracrepidariolândia. Simples assim.

Agora, você quer uma imagem para este tipo de pessoa? Que opina demais sem o devido conhecimento do assunto? Bem, aí ficará muito mais fácil e nem precisaremos de dicionário. Ei-la aqui ilustrando estas breves linhas.

Anúncios

Read Full Post »

ois é, diletas místicas e diletos místicos, preclaras filósofas e preclaros filósofos. Esqueçam tudo que aprenderam sobre o que vem a ser um corpo metafísico.

Ocorre que, por conta de um infausto tropeço meu num link equivocado e canhestro, li há pouco que uma certa moça, a respeito de quem nunca ouvi falar, tem se esforçado para cultivar o que a matéria chama de “corpo metafísico”. Em suma, para lograr este fito, basta à jovem se empenhar numa estoica dieta a base de sucos verdes, ovos e peixe.

Confesso que o esforço da tal subcelebridade provocou um “heim?” em minha mente. Isto porque ela, minta imatura mente, em se tratando de cousas metafísicas, pensava de modo diferente. Sim, falando pelo mínimo, eu achava que deveria me dedicar mais aos aristotélicos, e também dar mais atenção a Plotino e suas três hipóstases, bem como mergulhar fundo nas categorias ontológicas. Talvez assim, afortunadamente, conseguisse me aproximar daquilo que escapa a meus sentidos, algo que supostamente está além do físico, acolá da natureza, depois do conhecido, etc.

Enfim, ledo engano meu. Nada disto agora parece necessário. No lugar de se aventurar naquelas paragens insólitas, a quem quiser conhecer algo digno da alcunha “metafísica”, bastará sorver uma beberagem verdolenga, além de comer omelete e sashimi.

Vida que segue ou, pelo menos, que tenta seguir.

Read Full Post »

nvente uma imbecilidade. Diga que é um “app” legal. Dê-lhe um nome bonitinho (“franqueza”, por exemplo). Publique matérias pagas que repetem que o “app” é mesmo legal. Diga a todos que é o “app” mais baixado. Atraia desavisados e desavisadas para fazer parte da joça. Trace-lhes os perfis e preferências. Faça-os perderem muito tempo ali. Faça-os perderem muito tempo dizendo que estão ali. Espere a massa de dados ser gigante. Depois, venda a coisa às gigantes da rede.

Ao longo do imbróglio, quase todos perdem. Perdem até mesmo aqueles que lá não estão. Quase todos perdem, senão aqueles que inventaram ou compraram a imbecilidade.

Ah, sim. Há lá fora um lindo domingo ensolarado de inverno.

Read Full Post »

stava com fome. Já o disse em algum outro lugar: dos Pecados Capitais, a Gula é minha predileta. Assim, na rua, atraiu-me uma barraquinha. Era daquelas que vendem X-alguma-coisa. Uns baitas sanduíches. Olhei para os lados, ninguém conhecido à vista. Era o estímulo que precisava. Logo, aproximei-me da tal barraca. Olhei o variado cardápio. A fome aumentou. Chamou-me a atenção a imagem do X-Tudo. Algo com “tudo” deve me bastar, pensei. Não! Aquele outro parece mais apetitoso: um X-Tudão. Movido pelo já citado Pecado, dirigi-me ao dono do estabelecimento.

– Amigo, como é este X-Tudo? O que tem nele?
– Ô, bro! O X-Tudo tem tudo, né?
– Sim, e o X-Tudão?
– Ah, o X-Tudão é especial. Ele tem tudão!
– Ok. Tchau.

Saí dali meio irritado.Ora essas, “um X-Tudão tem tudão”. Entrei num restaurante próximo e pedi um prato executivo.

Saciada a fome, confesso, agora acho graça do episódio. Vou considerá-lo uma espécie de chistosa penalidade imposta a minha Gula. De todo modo, aquele ambulante perdeu este cliente, que ele nunca teve.

X-Tudão!

Read Full Post »

scribatus_letra_Estava há pouco numa agência própria dos Correios quando, para o pânico geral, o sistema caiu. Seus funcionários, pacientemente, tentavam atender os enfurecidos clientes. Todo o procedimento adotado era demoradamente manual. Quando chegou a minha vez, o rapazinho do guichê, assustado, trêmulo e meio serelepe me disse:

– Senhor, por Jesus, me desculpe, mas não poderei atendê-lo.
– Por que não?
– E que os “impressos” são difíceis de calcular e acho que eu posso errar os centavinhos, para mais ou para menos e se eu errar vai tudo voltar.

Enfim, aquela alma timorata não sabia calcular os centavinhos. Olhei para um lado, depois para outro. Cocei a nuca e lhe disse:

– Ok.

paciencia_fracaMinha paciência, seja para mais ou seja para menos, anda muito próxima a zero. Assim, atualmente acho melhor não discutir, não argumentar, não chamar o gerente e nem tomar quaisquer outras atitudes. Preferi apenas, com meus pacotes não postados, voltar a casa. Não é a comezinha falta de eficiência daquele funcionário dos Correios – incapaz de calcular “os centavinhos” – que irá estragar meu dia.

Enfim, o negócio é dar algumas risadas e fazer bom uso do mote “vida que segue”.

Boa tarde a todos!

Read Full Post »

scribatus_letra_Sempre tive comigo uma inarredável certeza: evite gurus. Eles não servem para nada. Melhor dizendo, apenas servem para piorar as vidas de seus chelas. Em normas gerais, são falsos, mentirosos e enganadores. São exploradores da boa fé alheia, da vulnerabilidade das pessoas, da carência de afeto e carinho a qual acomete muitas gentes. Em suma, são verdadeiros aproveitadores infelicidade humana. Por óbvio, qualquer regra contemplará uma exceção.

Dito isto, quase acabrunhado sou forçado a admitir: nesta última semana precisei consultar um guru. Pois é, coloquei todas minhas ressalvas de lado, baixei a cabeça e admiti: precisava de um guru.

Ocorre que mudei o meu plano de telefonia. Resultado, após três horas de uso, minha rede de dados sumiu, desapareceu, escafedeu-se. Na tentativa de consertar a coisa, fui pessoalmente a duas lojas da operadora. Em ambas, fizeram-me um monte de perguntas, abriram o telefone, tiraram o chip, passaram o chip na calça, uma passou o chip no cabelo (dizendo-me, “pode ser estática, senhor”), consultaram o sistema algumas vezes, sincronizaram a linha, ligaram e desligaram o telefone dezenas de vezes, colocaram o chip em outro aparelho e… nada! Por fim, disseram-me para ligar para o “call center”. Liguei 5 (cinco) vezes para o tal call center e simplesmente não fui atendido. Numa destas tentativas, passei 32 minutos aguardando ser atendido e nada.

Irritado, voltei a uma daquelas lojas e depois de externar parte de minha insatisfação, a mocinha que havia passado o chip no cabelo me diz que “talvez o guru possa resolver o seu problema…”. Heim? Falei em meio a calafrios… “É o guru tecnológico, que fica lá na loja do Rio Sul”. Saí da loja e fui para o estacionamento. Entrei no carro e me dirigi a tal loja do guru. Ensaiei uma pequena fala que começava com qualquer coisa e terminava em “… vou trocar de operadora”.

Lá chegando, esperei 15 minutos e o tal guru chegou. Foi fácil identificá-lo. Estava com um colete escuro onde se lia “guru tecnológico”. Um rapaz pequeno, de olhar arguto, nariz meio torto, ombros arqueados para frente e, aparentemente, muito sério. Sentei-me à mesa, diante dele. “Qual se número?”, perguntou-me. Disse-lhe o número. O guru o digitou no terminal e começou a rir.

– Desde que mudei o meu plano, perdi a rede de dados.
– É? (mais risadas).
– Caso queira, posso lhe passar o histórico…
– Não precisa, senhor (mais risadas). O que eu queria o senhor já me deu, o número (mais risadas). Mas se quiser falar, pode falar (mais risadas).
– Ok. Acontece que se isso não for resolvido logo…
– Já resolvi (mais risadas). Aguarde um instante que a rede já vai voltar. (mais risadas)
– Como? Tenho que desligar o telefone?
– Não precisa, mas se quiser desligar… (mais risadas). Pronto, tá vendo. Olha aí, a sua rede voltou. (mais risadas)
– Ótimo! Obrigado. Mas como….?
– (só risadas)
– Diga-me uma coisa: o pessoal das outras lojas ou do call center não poderia fazer isso também?
– Não. (mais risadas) Eles não têm acesso a esta parte do sistema. Aliás, nem eu tenho… mas conheço alguns caminhos, entende? (gargalhadas)
– Ok. Valeu. Muito obrigado e até.

E assim, o que em cinco dias ninguém solucionou, aquele rapaz risonho resolveu em dois minutos. Saí da loja pensando algo do tipo “salve, salve, hare hare, oh santo guru tecnológico”.

Amém.

sem_sinal_rede

Read Full Post »

scritabus_letra_Neste sábado, assisti Gana X Alemanha, pela #Copa2014. Excelente jogo. Empate em 2 a 2. Não foram apenas quatro gols, foi muito mais. Empenho, dedicação, querer ganhar, técnica, raça. Tudo marcou a peleja. Afinal, eram dois times que estavam ali para vencer. Apenas isso, vencer. Nada a mais, senão vencer. Até o último lance, via-se a entrega dos jogadores. Eles queriam mesmo vencer. Tudo fez deste jogo o que se espera do futebol: um espetáculo.

Por sinal, desta Copa se fala exatamente isso. Em sua esmagadora maioria, que jogos! Que espetáculos! Que dedicação dos jogadores! Constrangidos, nós, brasileiros, somos forçados a admitir: até agora, nada disso marcou a participação do escrete canarinho. Detalhe. Ok. No geral, repetindo, que jogos!

Pois é. Ao pensar nesta Copa, ocorreu-me algo medonho. Desculpem-me, mas preciso compartilha-lo. É que depois de tantos espetáculos futebolísticos, os brasileiros que apreciam a mui nobre arte do pé-na-bola serão obrigados a aturar as séries A e B do chamado brasileirão. Não dá.

bola-murcha1

Para se ter noção do drama que nos acometerá, bastará dizer o seguinte. No dia 13 de julho, a grande final da Copa ocorrerá naquele que já foi o Maior do Mundo, o Maracanã. Sim, a grande final, dia 13. Ok. Três dias depois, digo, quase imediatamente depois, seremos obrigados a ver o rubro-negro carioca e vice-lanterna do brasileirão jogar. Aff… E mais, ainda pior, dois dias depois, 15 de julho, os aficionados serão obrigados a assistirem pela série B um contundentemente inóspito Vascão da Gama X Santa Cruz, este último de minha queridíssima Recife. Dios mio…

Sinceramente, com todas as ressalvas respeitosas que todos os times merecem, não vai dar… Brasileirão, seja série A ou B, talvez seja melhor esquecê-lo.

Read Full Post »

Older Posts »