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Archive for the ‘Mau humor’ Category

nvente uma imbecilidade. Diga que é um “app” legal. Dê-lhe um nome bonitinho (“franqueza”, por exemplo). Publique matérias pagas que repetem que o “app” é mesmo legal. Diga a todos que é o “app” mais baixado. Atraia desavisados e desavisadas para fazer parte da joça. Trace-lhes os perfis e preferências. Faça-os perderem muito tempo ali. Faça-os perderem muito tempo dizendo que estão ali. Espere a massa de dados ser gigante. Depois, venda a coisa às gigantes da rede.

Ao longo do imbróglio, quase todos perdem. Perdem até mesmo aqueles que lá não estão. Quase todos perdem, senão aqueles que inventaram ou compraram a imbecilidade.

Ah, sim. Há lá fora um lindo domingo ensolarado de inverno.

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stava com fome. Já o disse em algum outro lugar: dos Pecados Capitais, a Gula é minha predileta. Assim, na rua, atraiu-me uma barraquinha. Era daquelas que vendem X-alguma-coisa. Uns baitas sanduíches. Olhei para os lados, ninguém conhecido à vista. Era o estímulo que precisava. Logo, aproximei-me da tal barraca. Olhei o variado cardápio. A fome aumentou. Chamou-me a atenção a imagem do X-Tudo. Algo com “tudo” deve me bastar, pensei. Não! Aquele outro parece mais apetitoso: um X-Tudão. Movido pelo já citado Pecado, dirigi-me ao dono do estabelecimento.

– Amigo, como é este X-Tudo? O que tem nele?
– Ô, bro! O X-Tudo tem tudo, né?
– Sim, e o X-Tudão?
– Ah, o X-Tudão é especial. Ele tem tudão!
– Ok. Tchau.

Saí dali meio irritado.Ora essas, “um X-Tudão tem tudão”. Entrei num restaurante próximo e pedi um prato executivo.

Saciada a fome, confesso, agora acho graça do episódio. Vou considerá-lo uma espécie de chistosa penalidade imposta a minha Gula. De todo modo, aquele ambulante perdeu este cliente, que ele nunca teve.

X-Tudão!

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scribatus_letra_Estava há pouco numa agência própria dos Correios quando, para o pânico geral, o sistema caiu. Seus funcionários, pacientemente, tentavam atender os enfurecidos clientes. Todo o procedimento adotado era demoradamente manual. Quando chegou a minha vez, o rapazinho do guichê, assustado, trêmulo e meio serelepe me disse:

– Senhor, por Jesus, me desculpe, mas não poderei atendê-lo.
– Por que não?
– E que os “impressos” são difíceis de calcular e acho que eu posso errar os centavinhos, para mais ou para menos e se eu errar vai tudo voltar.

Enfim, aquela alma timorata não sabia calcular os centavinhos. Olhei para um lado, depois para outro. Cocei a nuca e lhe disse:

– Ok.

paciencia_fracaMinha paciência, seja para mais ou seja para menos, anda muito próxima a zero. Assim, atualmente acho melhor não discutir, não argumentar, não chamar o gerente e nem tomar quaisquer outras atitudes. Preferi apenas, com meus pacotes não postados, voltar a casa. Não é a comezinha falta de eficiência daquele funcionário dos Correios – incapaz de calcular “os centavinhos” – que irá estragar meu dia.

Enfim, o negócio é dar algumas risadas e fazer bom uso do mote “vida que segue”.

Boa tarde a todos!

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scribatus_letra_Sempre tive comigo uma inarredável certeza: evite gurus. Eles não servem para nada. Melhor dizendo, apenas servem para piorar as vidas de seus chelas. Em normas gerais, são falsos, mentirosos e enganadores. São exploradores da boa fé alheia, da vulnerabilidade das pessoas, da carência de afeto e carinho a qual acomete muitas gentes. Em suma, são verdadeiros aproveitadores infelicidade humana. Por óbvio, qualquer regra contemplará uma exceção.

Dito isto, quase acabrunhado sou forçado a admitir: nesta última semana precisei consultar um guru. Pois é, coloquei todas minhas ressalvas de lado, baixei a cabeça e admiti: precisava de um guru.

Ocorre que mudei o meu plano de telefonia. Resultado, após três horas de uso, minha rede de dados sumiu, desapareceu, escafedeu-se. Na tentativa de consertar a coisa, fui pessoalmente a duas lojas da operadora. Em ambas, fizeram-me um monte de perguntas, abriram o telefone, tiraram o chip, passaram o chip na calça, uma passou o chip no cabelo (dizendo-me, “pode ser estática, senhor”), consultaram o sistema algumas vezes, sincronizaram a linha, ligaram e desligaram o telefone dezenas de vezes, colocaram o chip em outro aparelho e… nada! Por fim, disseram-me para ligar para o “call center”. Liguei 5 (cinco) vezes para o tal call center e simplesmente não fui atendido. Numa destas tentativas, passei 32 minutos aguardando ser atendido e nada.

Irritado, voltei a uma daquelas lojas e depois de externar parte de minha insatisfação, a mocinha que havia passado o chip no cabelo me diz que “talvez o guru possa resolver o seu problema…”. Heim? Falei em meio a calafrios… “É o guru tecnológico, que fica lá na loja do Rio Sul”. Saí da loja e fui para o estacionamento. Entrei no carro e me dirigi a tal loja do guru. Ensaiei uma pequena fala que começava com qualquer coisa e terminava em “… vou trocar de operadora”.

Lá chegando, esperei 15 minutos e o tal guru chegou. Foi fácil identificá-lo. Estava com um colete escuro onde se lia “guru tecnológico”. Um rapaz pequeno, de olhar arguto, nariz meio torto, ombros arqueados para frente e, aparentemente, muito sério. Sentei-me à mesa, diante dele. “Qual se número?”, perguntou-me. Disse-lhe o número. O guru o digitou no terminal e começou a rir.

– Desde que mudei o meu plano, perdi a rede de dados.
– É? (mais risadas).
– Caso queira, posso lhe passar o histórico…
– Não precisa, senhor (mais risadas). O que eu queria o senhor já me deu, o número (mais risadas). Mas se quiser falar, pode falar (mais risadas).
– Ok. Acontece que se isso não for resolvido logo…
– Já resolvi (mais risadas). Aguarde um instante que a rede já vai voltar. (mais risadas)
– Como? Tenho que desligar o telefone?
– Não precisa, mas se quiser desligar… (mais risadas). Pronto, tá vendo. Olha aí, a sua rede voltou. (mais risadas)
– Ótimo! Obrigado. Mas como….?
– (só risadas)
– Diga-me uma coisa: o pessoal das outras lojas ou do call center não poderia fazer isso também?
– Não. (mais risadas) Eles não têm acesso a esta parte do sistema. Aliás, nem eu tenho… mas conheço alguns caminhos, entende? (gargalhadas)
– Ok. Valeu. Muito obrigado e até.

E assim, o que em cinco dias ninguém solucionou, aquele rapaz risonho resolveu em dois minutos. Saí da loja pensando algo do tipo “salve, salve, hare hare, oh santo guru tecnológico”.

Amém.

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scritabus_letra_Neste sábado, assisti Gana X Alemanha, pela #Copa2014. Excelente jogo. Empate em 2 a 2. Não foram apenas quatro gols, foi muito mais. Empenho, dedicação, querer ganhar, técnica, raça. Tudo marcou a peleja. Afinal, eram dois times que estavam ali para vencer. Apenas isso, vencer. Nada a mais, senão vencer. Até o último lance, via-se a entrega dos jogadores. Eles queriam mesmo vencer. Tudo fez deste jogo o que se espera do futebol: um espetáculo.

Por sinal, desta Copa se fala exatamente isso. Em sua esmagadora maioria, que jogos! Que espetáculos! Que dedicação dos jogadores! Constrangidos, nós, brasileiros, somos forçados a admitir: até agora, nada disso marcou a participação do escrete canarinho. Detalhe. Ok. No geral, repetindo, que jogos!

Pois é. Ao pensar nesta Copa, ocorreu-me algo medonho. Desculpem-me, mas preciso compartilha-lo. É que depois de tantos espetáculos futebolísticos, os brasileiros que apreciam a mui nobre arte do pé-na-bola serão obrigados a aturar as séries A e B do chamado brasileirão. Não dá.

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Para se ter noção do drama que nos acometerá, bastará dizer o seguinte. No dia 13 de julho, a grande final da Copa ocorrerá naquele que já foi o Maior do Mundo, o Maracanã. Sim, a grande final, dia 13. Ok. Três dias depois, digo, quase imediatamente depois, seremos obrigados a ver o rubro-negro carioca e vice-lanterna do brasileirão jogar. Aff… E mais, ainda pior, dois dias depois, 15 de julho, os aficionados serão obrigados a assistirem pela série B um contundentemente inóspito Vascão da Gama X Santa Cruz, este último de minha queridíssima Recife. Dios mio…

Sinceramente, com todas as ressalvas respeitosas que todos os times merecem, não vai dar… Brasileirão, seja série A ou B, talvez seja melhor esquecê-lo.

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scritabus_letra_Novamente, falo a respeito da ineficiência dos serviços postais de nosso surrado país. A imagem aqui apresentada é o retrato fiel da qualidade do serviço prestado – e monopolizado –pela ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, comumente citada como Correios.

Sendo rápido, fiz a postagem do objeto registrado sob o código RE391990535BR no dia 05 de março de 2014. Bairro e Cidade onde foi feita a postagem: Botafogo, Rio de Janeiro. Bairro e Cidade de destino: Anil, Rio de Janeiro. Distância entre origem e destino: aproximadamente 20 km. A despeito da proximidade, conforme o registro on-line dos Correios, este objeto resolveu passear e desde o dia 06 de março se encontra rumo a CTC JAGUARE – SAO PAULO/SP. Sim, ele está indo para São Paulo. Muito melhor teria sido se eu fosse entregar o pacote de bicicleta.

Contudo, a história, mesmo canhestra, não acaba aí. Postado no dia 5 de março, eis que surge nos registros dos Correios uma espécie de “movimentação metafísica”. Digo isto, pois, conforme o registro do objeto, no dia 23 de fevereiro, ou seja, assombrosos 10 (dez) dias ANTES de ser postado, o então fantasmagórico objeto já seguia à CTE BENFICA – RIO DE JANEIRO/RJ. Sim, a coisa é mesmo estapafúrdia.

Quem quiser conferir, basta acessar o site dos Correios e informar o código citado acima. A informação ficará on-line por cerca de 4 meses a partir da data de hoje. Depois, a coisa simplesmente será retirada do ar e sumirá.

Enfim, “ineficiência”, hoje este é o único apotegma irresistivelmente associado aos Correios do Brasil.

RE391990535BR

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scritabus_letra_Qual de vocês não odeia os spams? Eu os detesto. Mesmo assim e apesar de receber dezenas deles por dia, normalmente não me chamam a atenção. Exceção seja dito a respeito do recente spam oferecendo óleo de azaleia gigante do Nepal. Achei a coisa tão bizarra que me pareceu nítido sinal de fim dos tempos. Sinceramente, dá até vontade de sumir dá internet.

Contudo, depois de receber o desventurado spam, já anunciado aqui, outra abominação passou a frequentar minha inconformada caixa de lixo eletrônico. Desta feita, tratarei de, honestamente, registrar neste breve post minha reclamação quanto ao que considero uma injustiça.

Pois bem, quanto a tal abominação, tratou-se de um spam que me oferecia cursos sortidos de terapias alternativas. Entre dezenas de gifs animadas de cãezinhos abanando o rabo, o tal spam oferecia a seguinte variedade de cursos:

– Curso de Florais de Bach para Uso em Animais;
– Curso de Florais de Bach para Uso em Humanos;
– Curso de Cromoterapia para Uso em Animais;
– Curso de Cromoterapia para Uso em Humanos;
– Curso de Aromaterapia para Uso em Animais;
– Curso de Aromaterapia para Uso em Humanos;
– Curso de Cristaloterapia para Uso em Humanos;
– Curso de Cristaloterapia para Uso em Animais;
– Curso de Fitoterapia para Uso em Humanos;
– Curso de Fitoterapia para Uso em Animais;
– Curso de Terapia de Regressão a Vivências Passadas.

Detalhe apimentado: todos os cursos seriam feitos “à distância”.

bettaMuito bem. Registro aqui o que considero uma injustiça: a não existência do Curso de Terapia de Regressão a Vivências Passadas para animais. Qual de vocês que possui pelo menos um animalzinho não gostaria de perscrutar a vida passada de seu querido ente de estimação? Penso que tal investigação traria a baila bastantes explicações úteis para o bicho. Por exemplo, teria sido perfeito para mim na época em que eu tinha um imbatível peixe-de-briga do tipo Betta splendens. Ele era tão neurótico, que pulava em média duas vezes por dia para fora do pequeno aquário onde vivia. Talvez ele pensasse ser um peixe-voador ou algum guerreiro bípede que inadvertidamente – por inépcia do Criador – encarnou numa indesejada existência aquática. Quem sabe, uma boa Terapia de Regressão o curasse, provendo-lhe a satisfatória explicação do por que ser atualmente um Betta.

Concluindo meu protesto, até que seja instituído o novo curso de Terapia de Vidas Passadas para animais, recusarei qualquer tipo de terapia alternativa.

Vida que segue.

Ps.: este singelo post é politicamente corretíssimo. Meu imbatível peixe-de-briga em questão jamais foi derrotado porque eu nunca o pus em prova, mantendo-o longe dos combates.

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