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Posts Tagged ‘Alice’

scribatus_letra_Alice tem um boneco Stormtrooper que ela adora. É seu companheiro em várias brincadeiras. Nestas, sempre há vários tiros dados por ele. Coisa óbvia em se tratando de Stormtroopers. Pois bem, estava eu numa dessas brincadeiras, enquanto os tais “tiros” eram dados a toda hora. A ação era frenética. Havia muita tensão nela. De repente, o boneco apontou a arma para mim. Então Alice tratou de me alertar:

– Cuidado, papai, o stromtrûpir que atirar em você!!!
– Socorro! Disse eu. Alguém me ajude!

Logo depois, ao me ver “sinceramente” preocupado e com medo, ela se comoveu com a cena. Olhou para os lados. Chamou-me mais para perto dela, indo direto a meu ouvido. Assim, confidenciou-me, bem baixinho, um grande segredo, dos mais sérios, e que somente ela sabia:

– Não se preocupe, papai, ele não atira muito bem, tá bom?

Agradeci a confidência e a brincadeira seguiu, frenética como sempre.

Por último, uma informação para tranquilizar os que por aqui pousaram seus os olhos: estou bem e não fui atingido pelo Stormtrooper. E que a força esteja com todos.

Bom dia!

Ele não atira muito bem...

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. A vassourinha

letra_Já faz alguns meses, Alice recebeu de presente da avó paterna uma vassoura pequena. O instrumento é adequado à altura duma criança de quatro anos. A ideia é simples, até boa. Ocorre que crianças – mães e pais o saberão – têm fascinação por vassouras. Não podem ver alguém usá-la que logo quererão ajudar na varrição. O resultado desta “ajuda” nem sempre é bom: janelas quebradas, pessoas atingidas, objetos derrubados, etc. O detalhe macabro é que a sujeira, objeto primeiro de qualquer varrida, quando um destes infantes dirige a vassoura, permanecerá lá no chão, incólume. Então, de posse da vassoura mirim, as crianças – milagre dos milagres – imediatamente esquecem a vassoura adulta. Como dito, a ideia é simples, até boa. Todavia…

Enfim, fato é que minha filha recebeu de presente uma destas vassourinhas. Já faz algum tempo. Naquele momento, o artifício funcionou perfeitamente, como esperado. Logo, Alice passou a ignorar a vassoura adulta. De início, a vassourinha foi usada como vassoura, freneticamente a varrer ou, melhor dizendo, espalhar qualquer sujeirinha do chão.

Com o passar do tempo, porém, a brincadeira da varrida foi deixando de ter graça para Alice. Na verdade, todas as crianças aprendem muito rápido sobre o quão chato e detestável é varrer o chão. Porém, a imaginação infantil! Ah, a imaginação infantil, como é pródiga! Logo, a vassourinha assumiu o viés de um cavalinho de pau. Pronto, lá vai Alice em disparada pela casa, montando seu novo brinquedo, o cavalinho. Depois, claro, o cavalinho perderia toda a graça… sem problemas para ela que passou a ver ali uma guitarra de rock’n roll… depois o objeto se transformaria num microfone… etc.

Sim, mais acima foi escrito um “todavia”. Ei-lo aqui, finalmente. Acontece que todas aquelas brincadeiras são bem lúdicas e interessantes. Todavia, eis que hoje Alice cismou de ver na vassourinha uma espada. Uma espada! Com a desenvoltura de fazer inveja a monges Shaolins , Alice rodava a “espada”, ameaçando suas bonecas, seus bonecos e, indiretamente, tudo aquilo que estava perto. Inclusive as humanas criaturas. Por mais que a alertássemos, nem Juliana nem eu, conseguimos fazê-la entender o perigo daquela “arma”. Resultado, decidimos tirar a vassourinha, ou melhor, a espada, da Alice. Por sua vez, ela, percebendo nossa intenção, saiu em nova disparada pela casa adentro. Instantes depois, Alice voltou sem a “espada”, encontrou a mãe e lhe disse, muito convicta:

– Mãe: escondi a minha vassoura embaixo da cama da vovó. Assim você não vai descobrir onde ela está!

Bem, por óbvio, até agora “não sabemos” onde está escondida a tal da vassourinha…

E segue a vida!

vassoura[1]

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